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Postado em 14 de Dezembro de 2017 às 14h05

31ª Edição do Curso de Verão destaca a ética e participação popular na política

Diocese (4)

De 09 a 17 de janeiro de 2018 será realizada o 31ª Curso de Verão do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP). Com o tema “Ética e participação popular na política a serviço do bem comum”, através de debates e palestras o curso de verão deste ano tem como objetivos:
– compreender o momento atual;
– resgatar os pilares do exercício da política;
– motivar a participação popular e sua organização, a serviço do bem comum;
– articular fé e política;
– cobrar o agir ético de todos os atores públicos,
– descortinar um horizonte de esperança.

No convite a organização do curso destaca como principal motivação para o tema os seguintes pontos: “A vida política do Brasil saiu de aparente apatia com as manifestações de rua, em julho de 2013. Foram seguidas pelos confrontos pró e contra o impeachment presidencial, pela ocupação das escolas pelos estudantes secundaristas e o surgimento de novos movimentos e partidos políticos.

A grande mídia teve decisiva influência no aprofundamento de um clima de acirramento das posições políticas e de intolerância nos debates. Deu apoio ao golpe parlamentar e respalda a repressão aos movimentos sociais e retrocessos nos direitos e conquistas sociais. Está sendo, porém, confrontada por toda uma mídia alternativa e por denúncias e mobilizações nas redes digitais. Com a operação Lava Jato o Judiciário pareceu acordar de sua lentidão. O combate à corrupção no sistema político ganhou força e apoio na sociedade, levando ao banco dos réus o conluio criminoso entre políticos, partidos e empresários. A Lava Jato, por sua vez, recebe críticas pelo atropelo das garantias constitucionais dos acusados, cerceamento da defesa, espetacularização das investigações, vazamento seletivo das delações premiadas e politização partidária de membros do ministério público e do judiciário.

A privatização da esfera pública e a busca por parte dos políticos e funcionários de vantagens e privilégios para si, seus familiares e clientela transformou boa parte da vida política num sistema de troca de favores alimentado por privilégios e corrupção. Com isso, a avaliação do parlamento e dos políticos em geral caiu a nível tão baixo que abriu caminho para a desqualificação do exercício da política e do regime democrático, com vozes não tão isoladas, clamando por ditadura e retorno dos militares ao poder.

Nas últimas eleições municipais, o elevado índice de abstenções e de votos brancos e nulos superou, em muitos lugares, o número de votos dados aos candidatos eleitos, revelando perigoso desencanto com a política e levando à fragilização dos mandatos de prefeitos e vereadores.

Se de um lado, muitos jovens assumiram suas responsabilidades na esfera pública; de outro, muitas pessoas, decepcionadas, não se veem mais como cidadãos e cidadãs atuantes, mas apenas como consumidores avessos à vida política.

Você e sua comunidade, grupo ou pastoral estão convidados a entrar no mutirão para a reconstrução da política como serviço ao bem comum.”

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